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Contrato para designers

Contrato para designer, do briefing ao aceite

Feche projetos de design com escopo fechado, número de revisões combinado e direitos autorais no papel. Em vez de adaptar um modelo genérico da internet, você monta o documento, envia por link e recebe o aceite assinado no celular do cliente.

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Por que o contrato importa para designers

Design é um dos serviços mais difíceis de precificar justamente porque o cliente não compra um objeto pronto: compra um processo. Sem contrato, esse processo não tem começo nem fim definidos, e a conversa sobre quantas versões ainda cabem no valor combinado acontece quando o projeto já está atrasado. Um bom contrato de design serve menos para brigar depois e mais para alinhar antes: o que entra, o que fica de fora, quantas rodadas de revisão estão inclusas e o que acontece quando o cliente muda de direção no meio do caminho.

A parte que mais gera discussão é a dos direitos autorais. No Brasil, a Lei 9.610/1998 separa os direitos morais do autor, que são inalienáveis e irrenunciáveis, dos direitos patrimoniais, que podem ser cedidos ou licenciados. Na prática: você continua sendo o autor da marca que criou, mas o quanto o cliente pode usar, por quanto tempo e em quais meios depende do que estiver escrito. A lei ainda determina que a cessão seja interpretada de forma restritiva, então aquilo que o contrato não disser expressamente tende a ser considerado não cedido.

Isso significa que três linhas do documento valem dinheiro de verdade: se a entrega é licença de uso ou cessão dos direitos patrimoniais, se os arquivos editáveis fazem parte do pacote e se você pode publicar o trabalho no seu portfólio. São exatamente as três que um modelo genérico baixado da internet costuma deixar em branco, e as três que definem se o mesmo logo custa mil ou dez mil reais.

O que não pode faltar num contrato para designers

As cláusulas que mais evitam discussão depois da assinatura.

Escopo do projeto e entregáveis

Liste as peças, os formatos e as quantidades que serão entregues e, principalmente, o que não está incluso. O que não aparece nessa lista é o que vira pedido extra no meio do projeto.

Rodadas de revisão incluídas

Defina quantas rodadas cabem no valor e quanto custa cada rodada adicional. Sem esse número, revisão passa a ser um item de quantidade ilimitada no orçamento.

Cessão ou licença de direitos autorais

Diga se o cliente recebe cessão dos direitos patrimoniais ou licença de uso, com prazo, território e meios definidos. Descrever cada uso pretendido protege mais do que uma fórmula genérica.

Arquivos editáveis, fontes e imagens de banco

Deixe explícito se o pacote inclui arquivos abertos e quem arca com as licenças de fontes e de imagens de banco usadas nas peças. Licença comprada no seu nome nem sempre é transferível.

Prazos, marcos e condições de pagamento

Amarre o cronograma ao retorno do cliente: prazo que só volta a correr depois da aprovação de cada etapa impede que o atraso dele apareça como atraso seu.

Uso do trabalho no portfólio

Autorização expressa para publicar o projeto no seu site e nas suas redes, com a opção de segurar a divulgação até o cliente fazer o lançamento oficial da peça.

Erros comuns em contrato de designers

O que costuma dar errado quando o combinado fica só no verbal.

Tratar o briefing de WhatsApp como escopo

Conversa de aplicativo não delimita entrega. Sem uma lista fechada de peças e formatos, qualquer pedido novo parece já estar incluído no preço combinado.

Não dizer nada sobre direitos autorais

O silêncio não favorece ninguém: abre discussão sobre o uso da marca em produtos, franquias e novos mercados anos depois da entrega, quando o projeto já saiu do seu controle.

Fixar prazo de entrega sem fixar prazo de aprovação

Se o contrato só tem a sua data limite e nenhuma para o cliente responder, todo atraso de aprovação vira atraso seu, com multa e desgaste no lugar errado.

Começar a criar antes do sinal

Sem entrada, o primeiro custo do projeto é seu e o único risco do cliente é mudar de ideia. O sinal é o que transforma interesse em compromisso.

Problemas que o ryuu resolve

  • Cliente pede revisões infinitas sem custo adicional
  • Discussão sobre quem pode usar a arte final, e onde
  • Projeto que começa sem sinal e termina sem pagamento

Como funciona o aceite

  • Envio por link, e-mail ou WhatsApp
  • Cliente abre no celular, sem criar conta
  • Confirmação por código enviado ao e-mail
  • Registro de data, IP e hash do documento
  • Cópia em PDF para as duas partes

Perguntas de quem contrata como designers

O contrato cobre cessão de direitos autorais?

Sim. Você escolhe entre licença de uso e cessão dos direitos patrimoniais e define prazo, território e meios de utilização. Como a Lei 9.610/1998 manda interpretar a cessão restritivamente, vale descrever cada uso pretendido em vez de usar uma fórmula genérica.

Consigo limitar o número de revisões?

Sim, e é a cláusula mais usada por quem trabalha com design. Você registra quantas rodadas estão incluídas no valor, o prazo para o cliente pedir alterações e quanto custa cada rodada extra.

Os arquivos editáveis entram na entrega?

Depende do que você combinar, e é por isso que a cláusula existe. Muitos estúdios entregam apenas os arquivos finais no pacote básico e cobram à parte pelos editáveis, já que eles permitem ao cliente alterar a peça sem você.

Preciso reconhecer firma em cartório?

Não. O aceite eletrônico registra data, horário, IP e hash do documento, e a assinatura eletrônica tem respaldo na MP 2.200-2/2001 quando as partes aceitam esse meio. As duas ficam com uma cópia em PDF do documento aceito.

Dá para reaproveitar o mesmo contrato em vários clientes?

Sim. Você ajusta o modelo uma vez, salva como template próprio e nos projetos seguintes só troca os dados do cliente, o escopo e o valor antes de enviar o link.

Esse modelo substitui um advogado?

Não. Os modelos cobrem o que aparece na maioria dos projetos de design, mas contrato de valor alto, cessão definitiva de identidade de marca ou cliente no exterior merecem revisão de um advogado antes do envio.

Este conteúdo é informativo e não substitui orientação jurídica. Para contratos de valor elevado ou situações fora do comum, vale a revisão de um advogado antes do envio.

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