Ensaios, casamentos e eventos têm uma característica cruel: não existe segunda chance. Registre data, sinal, prazo de entrega e uso de imagem num contrato claro, que o cliente assina pelo celular antes de a data ser bloqueada na sua agenda.
Trial grátis · sem cartão de crédito
Fotografia de evento é um negócio de calendário. Quando você aceita uma data, está recusando todas as outras propostas para aquele dia, e esse custo não aparece em lugar nenhum se o cliente desistir na véspera. É por isso que o contrato de fotógrafo gira em torno de duas coisas que nada têm a ver com fotografia: o sinal que confirma a reserva e a regra que diz o que acontece quando alguém desmarca. Sem as duas, você trabalha como se a agenda fosse infinita.
A segunda frente é o uso de imagem, e aqui o risco corre nos dois sentidos. O Código Civil protege a imagem da pessoa retratada, e a Súmula 403 do STJ firmou que o uso de imagem para fins comerciais sem autorização gera dever de indenizar mesmo sem prova de prejuízo. Ou seja: publicar as fotos do casamento no seu Instagram sem autorização escrita não é detalhe de etiqueta, é exposição jurídica. A mesma cláusula que autoriza o seu portfólio também delimita o que o cliente pode fazer com as fotos, o que evita ver o seu trabalho recortado e creditado a outra pessoa.
A terceira frente é a entrega, que é onde a maioria das discussões silenciosas acontece. Cliente e fotógrafo raramente combinam o mesmo número quando falam em quantidade de fotos, e quase nunca falam sobre por quanto tempo os arquivos ficam guardados. Definir quantidade de fotos tratadas, formato, prazo e período de guarda transforma três expectativas subjetivas em três números verificáveis.
As cláusulas que mais evitam discussão depois da assinatura.
Registre o horário de início e fim e o valor da hora adicional. Evento que atrasa é regra, não exceção, e sem hora extra prevista o atraso sai do seu bolso.
O sinal é o que bloqueia a data. Defina o valor, a data limite de pagamento, quando o saldo vence e se o sinal é devolvido em caso de desistência do cliente.
Separe o número de fotos capturadas do número de fotos tratadas e entregues, com formato, resolução e meio de entrega. É a cláusula que mais previne frustração.
Autorização expressa do cliente para publicação do material no seu site, portfólio e redes sociais, e delimitação do que ele pode fazer com as fotos recebidas.
Defina o prazo mínimo de aviso para remarcar, quantas remarcações estão incluídas e o que acontece se ninguém aparecer no horário marcado.
Diga por quantos meses você mantém os originais e quanto custa uma reentrega depois desse prazo. Armazenamento tem custo e não pode ser vitalício por omissão.
O que costuma dar errado quando o combinado fica só no verbal.
Publicar fotos de cliente sem autorização escrita para uso comercial é risco real, e a autorização verbal do dia do evento não se sustenta quando a relação azeda.
Cliente ouve trezentas fotos e imagina trezentas fotos editadas. Se o contrato não separar capturadas de tratadas, a expectativa vira reclamação na entrega.
Uma data bloqueada sem sinal é uma data que você pode perder duas vezes: com a desistência do cliente e com a proposta que você recusou por causa dela.
Doença, acidente e falha de equipamento acontecem. Prever substituição por profissional de nível equivalente protege mais do que prometer presença absoluta.
Sim. Você registra o valor do sinal, a data limite de pagamento, o saldo restante e a regra de devolução em caso de desistência. É o que transforma uma data reservada em data confirmada.
Sim. A cláusula de autorização de uso de imagem registra se o cliente concorda com a publicação no seu portfólio e redes, e permite segurar a divulgação até depois do evento, quando for o caso.
Você define o prazo mínimo de aviso, quantas remarcações estão incluídas e se há taxa. A regra escrita antes do evento evita negociar remarcação no dia em que ela é pedida.
Sim. As cláusulas de sinal, entrega e uso de imagem são as mesmas, mudam os números. Você pode manter dois templates salvos, um de ensaio e um de evento, e escolher na hora do envio.
Não. Ele recebe um link por e-mail ou WhatsApp, abre no navegador do celular, confirma com um código enviado ao e-mail dele e pronto. Não precisa criar conta nem baixar nada.
Depende do prazo de guarda que você escrever no contrato. Definir um período de armazenamento e o custo de reentrega depois dele evita a expectativa de backup eterno gratuito.
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação jurídica. Para contratos de valor elevado ou situações fora do comum, vale a revisão de um advogado antes do envio.
Mesmo produto, cláusulas pensadas para cada tipo de trabalho.